Notícias da Igreja

 
20
Abr
Gambetti: a Igreja deve ir ao encontro dos jovens, orientando-os e guiando-os

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Gambetti: a Igreja deve ir ao encontro dos jovens, orientando-os e guiando-os

A Igreja deve acolher os jovens como a força motriz do seu incidir no mundo, deve ser movida pelos jovens, por isso é fundamental acolher também a novidade que eles trazem dentro de si. Foi o que disse na tarde desta terça-feira o cardeal Mauro Gambetti, vigário geral do Papa para a Cidade do Vaticano e arcipreste da Basílica de São Pedro, na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde se realizou o segundo encontro do ciclo de conferências "Caminhando para Lisboa - 10 anos de Francisco", organizado pelo Centro de Fé e Cultura "Alberto Hurtado" e pela Embaixada de Portugal junto à Santa Sé, em preparação à XXXVIII Jornada Mundial da Juventude, que vai se realizar de 1º a 6 de agosto na capital lusitana. A iniciativa visa propor diálogos que possam enquadrar as perspectivas abertas pelo magistério do Papa Francisco, declinadas como propostas dirigidas às novas gerações cristãs. Por esta razão, o purpurado deteve-se com o presidente da Fundação João Paulo II para a Juventude, Daniele Bruno, que solicitou algumas reflexões sobre os jovens de hoje e sobre a Igreja com um olhar para a Fratelli tutti do Papa Francisco.


A instabilidade e a pressa dos jovens de hoje


Partindo do tema da próxima JMJ, "Maria levantou-se e foi apressadamente", o cardeal Gambetti apontou que o versículo escolhido pelo Papa Francisco para o evento em Lisboa, evoca o movimento e a celeridade, que são as posturas do mundo juvenil contemporâneo. Os jovens são instáveis e apressados, são muito rápidos, disse o purpurado, e a Igreja deve sair ao seu encontro, acolher estas características, guiando-as, orientando-as. Não se trata de defeitos, mas de "posturas, modos" com os quais os jovens de hoje cresceram e estão crescendo. É a globalização que impulsiona os jovens para estes modos, observou o cardeal Gambetti, acrescentando que a Igreja deveria dar um passo nesta direção da instabilidade e da rapidez, vendo-as como um valor agregado para ajudar os jovens a alcançar o equilíbrio. Para o purpurado, a instabilidade, por exemplo, pode ser um ponto de agarra para a Igreja oferecer à sociedade horizontes; a instabilidade, de fato, requer um movimento interior, esclarece o arcipreste da basílica vaticana, leva a um impacto com a realidade que interroga e questiona, induzindo assim um movimento interior, que é uma das chaves para abrir o coração às moções do espírito. E assim, a instabilidade, como um valor, considera o cardeal Gambetti, "é a chave para acolher da melhor forma os desafios da sociedade e tentar orientá-los na direção da espiritualidade". Espiritualidade que a sociedade deve redescobrir; é necessário, de fato, devolver um lugar à dimensão espiritual do homem, observou o purpurado, para que estes desafios possam ser enfrentados. E então é necessário fazer os jovens compreenderem o que induz a pressa, o amor universal ou uma ansiedade, observou o cardeal Gambetti. "Fazer os jovens redescobrirem o sentido dessa pressa é a maneira de fazê-los sentir-se à vontade", e para isso a Igreja deve se mover ao tempo em que a sociedade exige.


Fratelli tutti, um horizonte para a vida


Quanto à direção para a qual o mundo de hoje deve olhar, para o purpurado é a indicada pela Fratelli tutti. Se não pensarmos em nós mesmos como irmãos, a sociedade, que está em movimento e impele para o individualismo e o isolamento, leva à distância que pode se tornar inimizade, observou o vigário geral do Papa para a Cidade do Vaticano. Se não se estreitam relações fraternas, se não formos todos irmãos, isso leva à hostilidade, apontou o purpurado, que vê na Fratelli tutti a indicação de um horizonte para a vida. Um horizonte para o qual os políticos também devem olhar, porque "se um político não tem compaixão, não tem o próximo no coração, não se faz próximo de todos - apontou o cardeal Gambetti -, ele trai sua missão". Portanto, o político deve buscar ter o próximo no coração, "porque senão o sentido humano da política morre". Com relação aos desafios que devem ser enfrentados pela sociedade contemporânea, um dos maiores é o da tecnologia, que coloca várias questões e abre uma variedade de reflexões, sobretudo em relação à inteligência artificial ou ao metaverso. Diante de tal desafio, a Igreja deve agir como uma enzima a agregar sem interesse, foi a ponderação do purpurado, que considera oportuna uma mesa de alto nível para estabelecer regras internacionais a fim de evitar que a tecnologia domine o homem.


Fonte: Vatican News

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