Notícias Paroquiais

 
17
Nov
Concentração Comarcal dos Ministros da Eucaristia
Concentração Comarcal dos Ministros da Eucaristia

No feriado da Proclamação da República, dia 15 de novembro de 2017 aconteceu a concentração comarcal dos ministros extraordinários da distribuição da eucaristia. A concentração aconteceu na paróquia Santa Teresinha em Timbó. Todas as dez paróquias da comarca estavam representadas. A nossa Paróquia Imaculada Conceição estava representada por um bom número de ministros, dois diáconos e os dois padres.


A concentração iniciou com a acolhida das paróquias da comarca. A animação ficou a cargo da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Timbó. Logo em seguida aconteceu a apresentação dos coordenadores paroquias. Dando continuidade à concentração participamos do momento da Adoração ao Santíssimo Sacramento, com a Leitura Orante da Palavra de Deus, o texto meditado foi do evangelho de São Lucas capítulo 24, 13-35, Os Discípulos de Emaús, sendo conduzido pelo padre José Cardoso Bressanini de Rio dos Cedros. Foi um momento muito forte na presença do Senhor, aonde somos levados meditar sobre o compromisso do encontro com o ressuscitado. Terminando a adoração, aconteceu o café.


Aos retornarmos à concentração, padre Marcelo Martendal, da Paróquia Santa Inês de Indaial, refletiu sobre a espiritualidade dos ministros extraordinários da comunhão. Num primeiro momento Pe. Marcelo meditou sobre o que é espiritualidade: “Todos temos uma espiritualidade”, e a importância da espiritualidade em nosso ministério e na nossa vida pessoal. Em seguida meditou sobre os onze comportamentos da Espiritualidade Eucarística, dentro da missa. Os comportamentos eucarísticos devem ser cultivados na vida espiritual, de acordo com a vocação e o estado de vida de cada um. A Eucaristia é o alimento essencial para todos os que creem em Cristo, sem distinção de idade ou condição.


Os comportamentos Eucarísticos são: Primeiro comportamento: Escuta da Palavra. A Liturgia da Palavra é parte constitutiva da Eucaristia (cf. SC, 56; Dies Domini, 39-41). Nos reunimos em assembleia litúrgica para escutar a Palavra do Senhor, para escutar o que o Senhor tem para nos dizer.  Participar na Eucaristia significa escutar o Senhor para pôr em prática o que Ele nos manifesta, nos pede e deseja da nossa vida. A atitude de escuta está no começo da vida espiritual. Crer em Cristo é escutar a sua palavra e pô-la em prática. Para escutar realmente o Senhor na Liturgia da Palavra, precisa ter o ouvido do coração afinado.


O segundo comportamento: Conversão. A dimensão penitencial é muito presente na celebração eucarística. Aparece não só no início, no ato penitencial com as suas diversas formas de invocação da misericórdia, mas também na súplica que se faz a Cristo no canto do Glória, no canto do Cordeiro de Deus durante a fração do pão, e na oração que dirigimos ao Senhor antes de participar no banquete eucarístico.  A Eucaristia estimula à conversão e purifica o coração penitente, consciente das próprias misérias e desejoso do perdão de Deus, mesmo que não substitua a confissão sacramental.


O terceiro comportamento: Memória: A Eucaristia é um “memorial” da morte e ressurreição do Senhor. Celebrando a Eucaristia, a Igreja celebra a memória de Cristo, do que Ele fez e disse, da sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão ao céu. N’Ele, a Igreja faz memória de toda a história da salvação, prefigurada na antiga aliança. 


O quarto comportamento: Sacrifício: A Eucaristia é sacramento do sacrifício pascal de Cristo. Desde a encarnação no seio da Virgem até ao último respiro na cruz, a vida de Cristo é um holocausto incessante, um perseverante entregar-se aos desígnios do Pai. O ápice é o sacrifício de Cristo no Calvário. Este único e eterno sacrifício torna-se realmente presente no sacramento do altar. Na verdade, “o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício” (CIC, 1367). 


Quinto comportamento: Ação de graças: Na véspera da sua paixão, na noite em que instituiu o sacramento do seu sacrifício pascal, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o e deu-o aos seus discípulos. A ação de graças de Jesus revive em todas as nossas celebrações eucarísticas. O termo “eucaristia”, que vem do grego, significa, de fato, ação de graças (cf. CIC, 1328). A Eucaristia educa-nos também a unirmo-nos à ação de graças que sobe dos fiéis em Cristo espalhados por toda a terra, unindo a nossa ação de graças à do próprio Cristo.


Sexto comportamento: Presença de Cristo: No sacramento da Eucaristia está presente Cristo todo inteiro, Deus e homem, substancialmente e sem interrupção. Esta presença de Cristo debaixo das espécies chama-se “real por excelência, não por exclusão, como se as outras não fossem também reais” (Mysterium fidei, 39) (De sacra Communione, 6). 


Sétimo comportamento: Comunhão e caridade: O sinal da cruz no início da Missa manifesta que a Igreja é o povo de Deus reunido no nome da Trindade. Na Liturgia da Palavra, escutamos a própria Palavra divina, fonte da comunhão entre todos os que a põem em prática. Na liturgia eucarística, apresentamos, no pão e no vinho, a oferta da nossa vida: é a “comum” oferta da Igreja que, nos santos mistérios, se dispõe a entrar em comunhão com Cristo. O fruto desta união ao “sacrifício vivo e santo” é representado pela Comunhão sacramental. A Eucaristia faz a Igreja, enchendo-a da caridade de Deus e estimulando-a à caridade.


Oitavo comportamento: Silêncio: "No ritmo celebrativo, o silêncio é necessário para o recolhimento, para a interiorização e a oração mental (cf. Mane nobiscum Domine, 18). Não é vazio, ausência, mas sim presença, receptividade, reação perante Deus que, aqui e agora, nos fala e que, aqui e agora, atua para nós. “Permanece em silêncio diante do Senhor”, recorda o Salmo 37 (36), 7.  Na verdade, a oração, com os seus diferentes matizes – louvor, súplica, clamor, grito, lamento, ação de graças – forma-se a partir do silêncio.  


Nono comportamento: Adoração: A posição em que nos colocamos diante da celebração da Eucaristia de pé, sentados, de joelhos leva-nos às disposições do coração. A genuflexão diante da Eucaristia, como fazem o sacerdote e os fiéis (cf. IGMR, 43), exprime a fé na presença real do Senhor Jesus no Sacramento do altar (cf. CIC, 1387).  Se na celebração da Eucaristia adoramos o Deus que é conosco e para nós, uma tal experiência do espírito deve prolongar-se e refletir-se também em tudo o que fazemos, pensamos e operamos. Dobrar os joelhos diante da Eucaristia, adorando o Cordeiro que nos permite celebrar a Páscoa com Ele, educa-nos a não nos prostrar diante de ídolos construídos por mãos de homem; e estimula-nos a obedecer, com fidelidade, docilidade e veneração, a Quem reconhecemos como único Senhor da Igreja e do mundo.  


Décimo comportamento: Alegria: São diversos os elementos que na Missa realçam a alegria: nas palavras, nos gestos, no acolhimento inicial, nos arranjos florais e no uso adequado do acompanhamento musical, de acordo com o que é permitido nos tempos litúrgicos.  "A alegria da celebração eucarística reflete-se no Domingo, ensinando-nos a alegrar-nos no Senhor, sempre. Leva-nos a saborear a alegria do encontro fraterno e da amizade, a compartilhar da alegria recebida como dom”. (cf. Dies Domini, 55-58). Seria um contratestemunho para quem participa da Eucaristia deixar-se dominar da tristeza.


Décimo primeiro comportamento: Missão. A Igreja é fruto da missão que Jesus confiou aos Apóstolos, e é constantemente investida do mandato missionário (cf. Mt 28, 16-20). A Eucaristia coloca-se como fonte e também ápice de toda a ação evangelizadora da Igreja. A despedida, com que termina a celebração eucarística, não é simplesmente a comunicação do fim da ação litúrgica; a bênção, diz-nos que saímos da igreja com o mandato de testemunhar ao mundo que somos “cristãos”.  Recorda-nos João Paulo II: “A despedida no fim da Missa constitui um mandato, que leva o cristão a empenhar-se na propagação do Evangelho e na animação cristã da sociedade” (Mane nobiscum Domine, 24).


Terminamos a concentração com a celebração da Eucaristia presidida pelo Pe. Marcelo e concelebrada pelos padres presentes. Ao termino da missa Pe. Marcelo faz a motivação da nova Ação Evangelizadora do regional Sul 4, “Cada comunidade uma nova vocação”, sobre a promoção vocacional. Pede para que cada ministro seja um promotor vocacional em sua comunidade. Ação evangelizadora consistem e rezar uma dezena do terço em prol das vocações.  



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