Notícias Paroquiais

 
23
Set
Concentração paroquial do dízimo
Concentração paroquial do dízimo

No último final de semana, no dia 04 de setembro aconteceu a primeira concentração paroquial do dízimo. O encontro teve como principal objetivo motivar os e conscientizar nossos dizimistas do real sentido de ser dizimista. Motivando também os missionários do dízimos em continuar a sua missão de evangelizar através do dízimo.


O encontro iniciou as 13h30 com a animação, do ministério.. da comunidade de São Miguel do Rio Milanês. Em seguida Pe. José faz a acolhida a todos os presentes, os dizimistas, os missionários do dízimo e todos os participantes do encontro. Acolhe casal coordenador paroquial o Senhor Jacinto Peter e sua espessa Elaine, o assessor do encontro formador diocesano do dízimo o Sr. Eusébio Luiz Fuck , que na tarde trabalhou a motivação de ser dizimista.


A primeira concentração paroquial do dízimo foi coroada com a presença do nosso Bispo diocesano Dom Rafael Biernaski, que presidiu a missa de enceramento. Na sua homilia destacou a importância da ser dizimista. Também refletiu sobre o ano da misericórdia sendo que no mesmo dia algumas de nossas comunidades estava realizando a sua peregrinação a Porta Santa.


Os participantes da primeira concentração paroquial do dízimo também poderão fazer a experiência da misericórdia no sacramento da confissão. Os padres José e padre Raul atenderam as confissões. Foi uma tarde de muita benção e graça para a nossa paróquia.


A Pastoral do Dízimo tem como meta de trabalho, a conscientização da comunidade sobre o verdadeiro sentido do Dízimo. O Objetivo é mostrar à comunidade que a Pastoral do Dízimo, na Igreja Católica do Brasil, está se impondo como caminho no crescimento espiritual e na sustentação econômica de nossas comunidades. A pastoral tem a missão de evangelizar através do dízimo. Tem a missão de conscientizar que a pessoa é mais importante do que o seu dinheiro.  Valorizando assim mais o dizimista do que o seu dinheiro. Levando o dizimista a fazer essa experiência profunda do amor a Deus. Fazendo com que o dizimista reconheça o quando Deus o ama. Deus não se importa com quantidade de nosso dízimo, com o dinheiro, mas a qualidade:Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria.(2Cor 9,7).


A pastoral do dízimo tem a missão de ajudar os fieis a entender e compreender o real significado do dízimo. Muitos ainda têm uma ideia errado sobre o dízimo, vendo o seu dízimo como pagamento, como uma taxa. Dízimo não deve ser visto como um pagamento ou uma taxa de banco, Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo que temos. É devolução a Ele, um pouco do que Dele recebemos. Recebemos muitas graças e benção por intermédio de sua Igreja. A Igreja tem a missão de fazer com o seu reino aconteça entre nós. O nosso dízimo deve ser o nosso gesto concreto do nosso amor á Deus e aos irmãos. Ser dizimista é saber partilhar dos nossos bens, que recebemos da bondade e generosidade de Deus, que estão a nosso dispor, com a Igreja e em especialmente com os mais necessitados. Dízimo é a manifestação do gesto de amor, de agradecimento, de expressão de fé, de solidariedade, de fraternidade, retribuição aos dons e bênçãos de Deus, manifestação de responsabilidade para com a igreja de Deus, que é o seu corpo.


Dízimo é agradecimento e partilha, já que tudo o que temos e recebemos, vem de Deus e pertence a Deus. Devolução a Deus por meio da igreja, do pouco de muito que Ele nos dá. Contribuição para com a comunidade da qual fazemos parte pelo batismo. Partilha que nasce do amor aos irmãos e irmãs, principalmente em relação aos empobrecidos.


Muitos diante disso podem ser perguntar, como acredito que muitos já ouviram ou ate mesmo já falaram: “Deus não precisa de dinheiro!”. Vejo nesta frase um erro! Deus!, precisa de dinheiro sim. Parto de um princípio básico. Onde está o erro desta frase? O erro está em não reconhecer a Igreja sendo de Deus!  Quem afirma essa frase como sendo verdadeira, não reconhece a Igreja como sendo de Deus. Reconhecer a Igreja como sendo de Deus é o primeiro ato de fé de um Cristão. Vamos ver e perceber que desde o início da Igreja ela sempre foi reconhecida pelos apóstolos como sendo de Cristo. São Paulo já nos fala em 1 Coríntios 12,27: “Ora, VÓS sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular"; Também  em Colossenses 1,18 nos dizem “E ele [Jesus Cristo] é a cabeça do corpo, da igreja...". Além disso, em Efésios 1, 22-23 diz: “E [Deus] colocou todas as coisas a seus pés[de Cristo], e sobre todas as coisas constituiu como cabeça da igreja que é o seu corpo [de Cristo] …”, segundo São Paulo todos “NÓS” somos o corpo de Cristo. A Palavra deixa bem claro "vós sois o corpo de Cristo”, isto é a “Igreja”.  


Todos nós batizados pertencemos a este “vós”. No dia do nosso batismo somos incorporados a Igreja. O Batismo faz-nos membros do Corpo de Cristo. “Somos membros uns dos outros” (Ef 4,25). O Batismo incorpora à Igreja. Das fontes batismais nasce o único povo de Deus da nova aliança, que supera todos os limites naturais ou humanos das nações, das culturas, das raças e dos sexos: “Fomos todos batizados num só Espírito para sermos um só corpo” (1Cor 12,13) (CIC 1267). 


Gálatas 3,26-28 nos diz:  “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”.  “Feito membro da Igreja, o batizado não pertence mais a si mesmo, mas àquele que morreu e ressuscitou por nós” (CIC 1269), assim nós, nos tornamos pedras vivas, “Os batizados tornaram-se “pedras vivas” para a “construção de um edifício espiritual, para um sacerdócio santo” (1 Pd 2,5). Pelo Batismo, participam do sacerdócio de Cristo, de sua missão profética e régia; “sois a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo de sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências daquele que vos chamou das trevas para sua luz maravilhosa” (1Pd 2,9)” (CIC 1268)


Todos nós somos sem qualquer distinção, filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo e nós somos sem qualquer distinção e através da mesma fé, membros do corpo de Cristo. A Igreja configurasse ao corpo de Cristo, “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da nossa vocação”, “assim o corpo é um e não muitos” (Efésios 4,4). Assim poderíamos trazer várias pagassem Bíblica que nos relatam que a Igreja é o corpo de Cristo. 


Reconhecer a Igreja como sendo de Cristo nos compromete a ela. Infelizmente, o que a Palavra de Deus deixa bem claro, é ignorado por muitos cristãos. Reconhecendo que a Igreja é de Deus fica fácil em responder a pergunta: Deus precisa de dinheiro? A resposta é sim, a Igreja de Cristo precisa sim de Dinheiro. Ela precisa cumprir com as suas obrigações legais. Como cada um de nós em nossos lares, temos que cumprir com as nossas obrigações legais em pagar as nossas contas. Assim a Igreja também tem as suas obrigações de cumprir com o pagamento das suas contas e dispersas. Nisto está inclusos todos os custos dos encargos sociais e os encargos trabalhistas de todos os funcionarias da paróquia. Além de todas as contas a serem pagas como em qualquer família (água, luz, telefone, gás, alimentação, salarias dos padres e funcionários e seus encargos sociais e trabalhistas, combustíveis, alimentação, etc.).


O Dízimo em uma paróquia tem como objetivo principal buscar a manutenção financeira de todas as suas atividades pastorais. O dizimo deveria manter toda a parte econômica da paróquia, sem precisar fazer as festas. Como já foi mencionado acima, reconhecer que a Igreja é de Deus nos compromete com ela. Esse comprometimento me leva a entender que sou também responsável pela manutenção de minha comunidade minha Igreja.  Ser um dizimista fiel é ser um cristão comprometido com o Evangelho. Ser igreja é ser comprometido com o Evangelho e sua causa. Com as mulheres no evangelho que ajudavam Jesus com seus bens: “E também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades [...] e muitas outras que o serviam com seus bens” (Lucas 8,2-3). São Lucas deixa claro que Jesus teve ajuda em sue ministério.


Quando estudamos os Atos dos Apóstolos e as e as cartas de Paulo conseguimos compreender e ter plena clareza que os primeiros cristãos também ajudavam os Apóstolos com seus bens. Lendo Atos 4,32-37 deixa isso bem claro que ajudar os apóstolos era um ato normal entre eles, “eram um só coração e uma só alma”. Ninguém considerava exclusivamente seu nem uma das coisas que possuíam tudo era posto em comum. Entre eles não havia necessitados, mas entre eles havia abundância. Esse gesto era sinal que essa comunidade pertencia a Jesus. Os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Pois não havia nenhum necessitado entre eles. Porque todos que possuíam terras ou casas, vendiam e traziam o dinheiro e depositavam aos pés dos apóstolos. O gesto de ajudar a Igreja de Deus não vem de hoje, mas é um ato de amor desde a época dos apóstolos.


Ser dizimista é uma questão de fé. É ter a mesma fé que os primeiros cristãos tinham. Ser dizimista exige um amadurecimento de minha fé. Ser dizimista é expressar a minha fé na Igreja de Deus e ajudar com os meus bens na construção do seu reino. É ser e ter consciência que sou responsável também no anuncio e na construção do reino. Ser dizimista é ser e ter uma espiritualidade madura em reconhecer Deus como o promotor de tudo o que eu tenho. Tudo que tenho recebi de Deus. É reconhecer o amor de Deus em nossa vida. Ser dizimista é um ato de Amor a Deus, a sua Igreja e aos irmãos. Ser dizimista é compartilhar com o próprio Deus aquilo que Ele mesmo me deu. Dá a Deus o que é de Deus. Ser dizimista é sim um gesto de Amor, de reconhecimento e de gratidão a Deus.


Para entendermos melhor aonde é aplicado os recursos de nosso dízimo ou como funciona em uma paróquia, o dízimo tem três dimensões fundamentais como pastoral: dimensão religiosa, dimensão social e dimensão missionária. Vamos ver rapidamente cada uma dessas dimensões para que possamos ter uma maior clareza:

DIMENSÃO RELIGIOSA
:
atende aos requisitos principais e fundamentais da Igreja, para mate-la funcionando tais como: as côngruas do padre, manutenção da igreja, luz, água, telefone, combustível, internet, consertos, hóstias, vinho, velas, flores, material de catequese, folhetos litúrgicos, manutenção da casa e secretaria paroquial, obrigações sociais e todos os encargos com os funcionários, etc;


 


A dimensão missionária: Quando contribuo para que seja desenvolvido um trabalho pastoral eficiente. Pagamento das dispersas com formação e dos retiros de nossos agentes de pastorais e nível paroquial, comarcal ou diocesano (dos nossos catequistas, ministros, liturgias e cantos, dízimo, coroinhas, coordenadores das comunidades, etc.). Quando contribuo para que seja criada uma catequese eficaz. Quando contribuo na formação de missionários para evangelizar. Ajuda na formação dos futuros padres, na manutenção dos nossos seminários. Ajuda às comunidades missionárias além fronteiras que tem por finalidade a comunhão entre Deus e nós.
DIMENSÃO SOCIAL
: prima por promoções humanas e sociais, como por exemplo, ajuda aos pobres, viúvas, órfãos, o menor abandonado, o indígena, o estrangeiro, drogados e alcoólatras assistência aos doentes, etc. Ajudar as creches, escolas e as APAE para que haja uma interatividade da Igreja com a sociedade. Ajudar as casas de recuperação, dando assistência aos que lutam para deixar o vício do álcool e das drogas. Ajudar aos orfanatos e abrigos de menores. O dízimo tem como finalidade ajudar os que por alguma razão não podem prover seu sustento é de responsabilidade da comunidade ajuda-los.  


Fonte: Padre José Vidalvino

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