A comunidade de Santo Antônio na localidade de Pomeranos, na cidade de Rio dos Cedros no dia 10 de junho realizou a sua tradicional festa do padroeiro. A festa de Santo Antônio é uma das festas maiores que temos em nossa paróquia. Como nos anos anteriores, muita gente veio prestigiar a festa. Santo Antônio na nossa região é um dos Santos que tem o maior números de devotos é um santo muito popular. A devoção a Santo Antônio vem desde achar os objetos perdidos, com a oração do responsório de Santo Antônio e é considerado o Santo casamenteiro.
A comunidade de Santo Antônio neste ano teve a coragem e a ousadia em realizar a sua festa sem bebida alcoólica. Iniciativa que partiu da própria coordenação de pastoral em reunião realizada com o conselho de pastoral. A festa teve um cunho de confraternização,
muitas vezes as nossas festas fogem de ser uma confraternização entre os fiéis, para ter exclusivamente o único objetivo arrecadação de recursos para manter o nossos patrimônio. Nossas festas acabam se tornando um contra testemunho na ação evangelizadora. Já fiz em inúmeras vezes essa colocação: “se o Santo que estamos festejando viesse em nossas festas, qual seria a sua reação diante do que ele nos encontrasse fazendo?”. É contraditório por exemplo festejar com dança e bebedeira um santo que foi martirizado. Sendo que o dia de sua memória, é o dia que foi morto, isso não é contraditório? Celebrar com festa a memória da coragem dessa pessoa que deu a vida por causa de Jesus, na construção do reino de Deus?
Acredito que em primeiro lugar para a manutenção do patrimônio de nossas comunidades, de nossa paróquia deveria estar como ação evangelizadora é a pastoral do dízimo. Se todos os fiéis tomassem consciência do valor e da importância do dízimo nem precisaríamos fazer festas dos padroeiros.
As outras promoções, que eu defendo como campanhas de doações, rifas e festas de famílias, um jantar dançante, um café colonial com música ao vivo, etc., também têm o seu significado e importância, não apenas pelo seu rendimento econômico, mas, sobretudo, pelo seu valor de confraternização e participação dos fiéis.
Precisamos ter o cuidado em nossas festas de comunidades e o de não cometer exageros que provoquem maus exemplos ou escândalos, como, o comércio exagerado e sem escrúpulos de bebidas alcoólicas, motivo de constrangimentos em muitas comunidades. Os próprios bailes públicos em vista e arrecadar recursos não parecem adequados para a comunidade e construir o Reino de Deus. Não podemos esquecer a finalidade da Igreja que é evangelizar, levando o fiel a sua salvação! A finalidade da Igreja não é fazer bailes para isso temos os clubes, as associações de moradores e clubes de Caça e Tiros, eles sim que tem a finalidade e fazerem bailes públicos, nós enquanto Igreja temos a missão de evangelizar, anunciar o reino de Deus. Até mesmo os fins não justificam os meios.
Espero que o modelo de festa da comunidade de Santo Antônio seja para todas as comunidades um exemplo a ser seguido. Que possamos ano que vem a começar a realizar as nossas festas sem álcool. Conto com o apoio de todos.
Padre José Vidalvino Fontanela da Silva
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