Na última reunião do Conselho Pastoral Paroquial – CPP, 23 de julho, estiveram presentes em nossa reunião o Pe. Almir Negherbon, o auditor Sidnir e Dom Rafael Biesnarki, o bispo da diocese de Blumenau. A presença de Dom Rafael entre nós é sempre um motivo para nos alegrarmos e continuarmos a evangelização em nossa paróquia.
O Bispo tem a missão de continuar hoje a missão que os apóstolos receberam do Senhor. O Concílio Vaticano II ensina que Jesus constituiu o governo de sua Igreja. Segundo o Concílio Vaticano II os bispos são sucessores dos apóstolos, juntamente com o Papa, o sucessor do apóstolo Pedro. Para que o episcopado fosse uno e indiviso, Jesus colocou São Pedro como princípio da unidade de fé e comunhão na Igreja. O Papa preside a Igreja na caridade e é a cabeça do colégio dos bispos (cf. Mt 16,18). É certo que nas Sagradas Escrituras os apóstolos deixaram sucessores e eles são os bispos. Dentro da Igreja o principal ministério é o dos bispos que conservam a semente do ministério apostólico (cf. CDC cân. 375). Desde o século II a doutrina admite que o bispo é o legítimo sucessor dos apóstolos, princípio e fundamento visível da unidade em sua própria Igreja.
Os ofícios e tarefas dos bispos é dar continuidade à missão dos apóstolos. Na ação dos bispos é o próprio Jesus Cristo que age na Igreja através de seus ministros. Os bispos recebem a efusão dos dons do Espírito Santo, mediante a imposição das mãos na ordenação episcopal, gesto que os Apóstolos já usavam para transmitir o Espírito Santo às pessoas escolhidas e enviá-las em missão (cf. At 1,8; Jo 20,22-23; 2Tm 1, 6-7). O bispo recebe a plenitude do sacramento da Ordem para ser ministro de Cristo e dispensador dos mistérios de Deus e garantia da unidade de sua Igreja (cf. 1Cor 4,1); dar testemunho do Evangelho pela pregação (cf. Rm 15,16), administrar a justiça e o Espírito (cf. 2Cor 3,8-9).
A sagração episcopal confere ao bispo a tarefa de santificar, ensinar e governar a Igreja que lhe é confiada. Santificar: o bispo santifica seu povo rezando por ele, presidindo os sacramentos, em especial a Eucaristia, e edificando a todos com o exemplo de sua vida. Governar: o bispo tem autoridade para dirigir, organizar, legislar e administrar o que se fizer necessário para edificar e favorecer o rebanho. Para isso ele tem poder próprio, ordinário e imediato visando sempre a utilidade dos fiéis e o bem da Igreja. Na perspectiva do Reino de Deus o maior é o que serve (cf. Mc 10,43).
O bispo tem a tarefa de governar, ou seja, de administrar todos os bens da diocese como os bens patrimoniais. Em sua fala, Dom Rafael relatou a importância de administrar bem o patrimônio da Igreja. Temos que cumprir os deveres da sociedade e da Igreja, que hoje tem que cumprir certas obrigações com a Refeita Federal. Não estamos imunes das obrigações legais. A Igreja tem que cumprir a legislação vigente da legislação brasileira. A Igreja tem que apresentar esclarecimentos ao Vaticano e ao Ministério público. A Igreja católica, a partir do ano que vem, poderá vir a passar por uma auditoria da própria Refeita Federal. A Receita está de olho nas grandes movimentações de dinheiro das igrejas. “Apresentar uma boa administração também é uma forma de evangelização”, diz Dom Rafael. Dom Rafael se despede nós dando a sua benção.
A presença de Dom Rafael na reunião do Conselho de Pastoral Paroquial de nossa paróquia vem nos unir mais aos ideais de nossa Igreja e da diocese de Blumenau. Vem também reforçar a caminhada pastoral de nossa paróquia, nos comprometendo a continuar a caminhar unidos pastoralmente com o plano de pastoral da diocese. Nossa Paróquia Imaculada Conceição assume, assim, o compromisso de ser uma extensão pastoral da diocese de Blumenau. A presença de Dom Rafael nos enche de entusiasmos para continuarmos a caminha na obediência ao nosso pastor.
Padre Almir, administrador da diocese, reforça a fala de Dom Rafael. Relata que todas as igrejas estão ligadas ao mesmo CNPJ, o da diocese. As capelas das comunidades só existem como Igreja se estiverem unidas à diocese. Todas as capelas devem prestar a sua contabilidade normalmente como está sendo realizado. Pe. Almir ainda falou da importância dos conselhos de pastoral. Seria bom se todas as comunidades conseguissem organizar seus conselhos de pastoral.
Após a fala do Pe. Almir, a palavra foi passada ao auditor Sednir, que fez as suas considerações finais sobre o trabalho de auditoria da paróquia. Diz que a auditoria ainda vai continuar. Reforçou sobre a importância de se pegar nota fiscal ou cupom fiscal e não mais recibos simples.
Fonte: Pe. José Vidalvino Fontanela da Silva
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