A primeira capela da região onde hoje fica o centro de Rio dos Cedros foi feita de pau a pique, e se localizava no terreno da atual esquina da Rua Dom Pedro II com a Avenida Tiradentes. Nesse mesmo local, em 1882, foi construída uma segunda capela, desta vez de alvenaria. Para o altar, o imigrante Pietro Floriani encomendou em Trento uma imagem da Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
Em 1901, a comunidade construiu uma nova igreja, desta vez na colina onde atualmente se localiza o Centro de Formação. Para essa nova estrutura foram mandados fundir em Trento três sinos. O conjunto da obra formou um verdadeiro cartão postal e motivo de orgulho para toda a comunidade. Em 1913, foi determinada a criação de uma nova Paróquia, que abrangesse o território que hoje corresponde aos municípios de Rio dos Cedros e Timbó.
Após uma breve análise com a comunidade das Dores, a igreja da comunidade central de Rio dos Cedros foi eleita a sede da nova Paróquia. Desde o início, a comunidade era atendida pelos Freis Franciscanos. A partir de 1918, a paróquia passou a ser atendida pelos padres da ordem Salesiana de Dom Bosco. Na década de 1960, teve início a construção da nova e atual Igreja Matriz de Rio dos Cedros, que foi inaugurada em 1969, mesmo ano em que foi demolida a antiga. Em 2005, os Padres da ordem Diocesana assumiram a paróquia, e nela permanecem até hoje.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi proclamado por Pio IX, em 1854. Em 1830, 24 anos antes dessa proclamação, Nossa Senhora apareceu a Catarina Labouré mandando cunhar uma medalha com a imagem da Imaculada e as palavras: ” Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. E as aparições em Lourdes em 1858, foram saudadas como confirmação celeste do dogma, pois a Virgem se apresenta a Bernadete Soubirous com as palavras: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Toda via, a história da devoção a Maria Imaculada precede em séculos a proclamação do dogma, que não introduziu nenhuma novidade, mas simplesmente reconheceu uma tradição bem antiga.
Durante séculos os teólogos discutiram sobre como Maria poderia ter sido preservada da mancha do pecado original, salvaguardando a doutrina da redenção operada por Cristo em favor de todas as criaturas. Foi o bem-aventurado franciscano Duns Scoto, no século XIII, que encontrou o argumento sobre a conveniência da Conceição Imaculada de Maria: “Deus podia criá-la sem mancha, porque a Deus nada é impossível (Lc 1,37); convinha que Deus a criasse sem mancha, porque estava predestinada a ser a Mãe do Filho de Deus; e se Deus podia, se convinha, Deus a criou isenta do pecado original, ou seja, Imaculada”. Diante desta sutil argumentação, os teólogos concordaram em aceitar a doutrina. De fato, a partir disso, a doutrina da Imaculada Conceição fez também rápidos progressos na consciência dos fiéis.
Desde 1263, a Ordem Franciscana celebrou com muita solenidade a Imaculada Conceição no dia 8 de dezembro de cada ano. A Igreja introduziu a festa no calendário litúrgico já em 1476. José de Anchieta foi o apóstolo que propagou a doutrina da Imaculada no Brasil. Não podemos esquecer que a Padroeira do Brasil recebeu o título de oficial de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. É belo e comovente ouvir o povo cantando: Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Salve, Virgem Imaculada, ó Senhora Aparecida!
A Imaculada foi a primeira a receber a plenitude da benção de Deus que se manifestou na morte e na ressurreição de Cristo. Maria, na sua fidelidade ao projeto de Deus, na vocação de Mãe do Salvador, nos ensina o caminho da santidade. Por isso, a Igreja, nesta festa, reza: “Ó Deus, que preparastes uma digna habitação para o vosso Filho, pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preservando-a de todo o pecado em previsão dos méritos de Cristo, concedei-nos chegar até vós purificados também de toda culpa por sua materna intercessão”.